Machine learning, prompt, modelo de linguagem, big data, agente autônomo… O avanço da inteligência artificial apresenta a todo momento novos termos, conceitos e expressões associados a sofisticados sistemas computacionais capazes de realizar tarefas simulando habilidades humanas, como aprendizado, percepção e tomada de decisão. Estar atento a esse vocabulário cada vez mais amplo (e nem sempre intuitivo) é essencial, pois a IA já é parte do dia a dia dos profissionais da saúde, com ferramentas que estão transformando o cuidado em benefício de médicos e pacientes.
Para que você mantenha o vocabulário da IA em dia neste ano, o blog da Voa selecionou cinco termos e expressões que vale a pena conhecer!
Bajulação
ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek, Perplexity e outros grandes modelos de linguagem que atuam como chatbots tendem a concordar excessivamente com o usuário durante as interações, reforçando opiniões, hipóteses ou decisões que muitas vezes carecem de base científica. Encontrar o melhor equilíbrio entre ser útil e ser servil é um desafio que ainda precisa ser superado, então é importante estar atento ao viés bajulador das ferramentas, com respostas mais positivas ou pouco críticas.
Na medicina, a bajulação da IA é um risco. Ferramentas genéricas utilizadas no apoio à decisões clínicas podem confirmar hipóteses equivocadas, reforçar vieses dos médicos e deixar de alertar sobre diagnósticos diferenciais importantes. Para evitar problemas, os profissionais devem lembrar que IAs são ferramentas de apoio, mantendo pensamento crítico, validação independente e responsabilidade profissional. E, claro, melhor ainda é apostar em ferramentas desenvolvidas e bem treinadas para uso médico!
Vibe coding
O termo vibe coding se popularizou no último ano para descrever o desenvolvimento de ferramentas, aplicativos, jogos e sites de maneira mais intuitiva, com linguagem natural e experimentação rápida, contando com o apoio de IA generativa. Em vez de escrever o código linha a linha, o que requer conhecimentos de programação, o usuário “conversa” com a IA, dando instruções sobre o que precisa ser programado e ajustando o resultado até atingir a funcionalidade desejada.
Na saúde, o vibe coding tem acelerado a criação de protótipos de ferramentas clínicas por médicos e outros profissionais sem formação em programação. O movimento pode ampliar o leque de soluções na área médica, mas é importante observar alertas sobre segurança, validação e conformidade regulatória. As soluções experimentais devem sempre ser aprimoradas, testadas e aprovadas antes de se tornarem sistemas clinicamente seguros.
Psicose de chatbot
Os relatos de pessoas que sofrem de psicose de chatbot aumentaram vertiginosamente nos últimos anos, gerando alerta sobre casos em que interações intensas e prolongadas com sistemas de IA conversacional contribuem para confusão cognitiva, interpretações delirantes ou reforço de crenças disfuncionais, especialmente em pessoas vulneráveis.
O tema é sensível porque chatbots estão sendo cada vez mais usados por conta própria para oferecer cuidados de saúde, sem acompanhamento clínico adequado. Profissionais devem estar atentos aos limites desses sistemas, aos riscos de dependência emocional e à necessidade de encaminhamento a especialistas, sobretudo em saúde mental, onde a fronteira entre apoio e dano com uso de IA pode ser sutil.
Slop
Slop é um termo usado para descrever o grande volume de conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, como textos, imagens ou vídeos repetitivos, superficiais ou imprecisos. Em 2025, esse conceito ganhou destaque com o aumento de sites, relatórios e materiais automatizados que priorizam quantidade em vez de confiabilidade.
Na área médica, o slop representa um desafio. Informações médicas mal curadas, textos pseudocientíficos e conteúdos gerados por IA sem revisão podem confundir e prejudicar profissionais e pacientes. Para médicos, saber identificar o conteúdo slop é fundamental para preservar a qualidade da informação clínica, escolher fontes confiáveis e usar IA de forma ética na produção e no consumo de conhecimento em saúde.
GEO
É a sigla de Generative Engine Optimization, uma estratégia para otimizar a visibilidade de conteúdos nas respostas geradas por grandes modelos de linguagem como ChatGPT e Gemini. A missão do GEO é tornar as informações de um texto mais claras, estruturadas e confiáveis para serem compreendidas, citadas e resumidas por sistemas de IA.
Na medicina, o GEO tem impacto direto na maneira como informações da área da saúde são encontradas por profissionais e pacientes. Conteúdos bem estruturados aumentam a chance de respostas corretas em assistentes de IA, reduzindo a desinformação. Os textos do blog da Voa (esse aqui, inclusive!) seguem boas práticas de GEO para que alcancem o maior número de leitores possível. Por exemplo, usar subtítulos claros, listas e resumos ajuda as IAs a responderem com mais precisão.
Para médicos, clínicas e instituições, aplicar o GEO é estratégico para aumentar o alcance de conteúdos de educação e divulgação em saúde.
Resumo: cinco termos de IA que médicos devem conhecer
- Bajulação
Comportamento de modelos de IA que tendem a concordar excessivamente com o usuário, reforçando opiniões ou decisões mesmo quando estão incorretas ou sem base científica.
- Vibe coding
Forma de desenvolver softwares com apoio de IA generativa usando linguagem natural e experimentação rápida, sem necessidade de escrever código técnico detalhado.
- Psicose de chatbot
Fenômeno associado a interações intensas com chatbots de IA que podem contribuir para confusão cognitiva, delírios ou reforço de crenças disfuncionais, especialmente em pessoas vulneráveis.
- Slop
Conteúdo de baixa qualidade gerado por inteligência artificial, caracterizado por superficialidade, repetição ou imprecisão, produzido em grande volume e sem curadoria adequada.
- GEO (Generative Engine Optimization)
Estratégia de otimização de conteúdo para que informações sejam corretamente compreendidas, citadas e resumidas por mecanismos de busca baseados em IA generativa.
Quer usar IA para facilitar o dia a dia sem abrir mão da segurança e da qualidade clínica, então conheça a Voa Health, inteligência artificial criada por médicos para médicos!
IA na saúde: o que médicos precisam saber sobre bajulação, slop e GEO