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Como IAs estão sendo desenvolvidas, implementadas e usadas nos melhores hospitais?

O que a Mayo Clinic, o Einstein e a Johns Hopkins têm em comum? Todas estão usando IA não apenas como apoio, mas como parte central da estratégia hospitalar! Transformações constantes e profundas baseadas em inteligência artificial já são uma realidade para as equipes dos mais prestigiados hospitais do planeta, que estão implementando ferramentas inteligentes em larga escala para otimizar recursos, reduzir custos, elevar a precisão diagnóstica e, sobretudo, aprimorar a qualidade do cuidado ao paciente. 

Para gestores e administradores hospitalares brasileiros, acompanhar o cenário mundial e enxergar as IAs como promotoras de inovação para diferentes áreas é um movimento estratégico, capaz de garantir competitividade e sustentabilidade frente a avanços que estão redefinindo padrões de atendimento, diagnóstico e tratamento. 

Saiba como seis instituições hospitalares de referência em atendimento, ensino e pesquisa têm desenvolvido, implementado e usado inteligência artificial na medicina! 


Mayo Clinic: IA em diagnóstico e gestão hospitalar

A Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, é referência em qualidade de atendimento, sendo apontada há décadas como “o melhor hospital do mundo”. Um dos segredos para manter esse nível de excelência está no olhar estratégico dos administradores, voltado para o uso de tecnologias avançadas, o que inclui a criação e a adoção de IAs. 

A abordagem da Mayo Clinic é pioneira e inovadora, com esforço de capacitação de médicos e administradores para desenvolvimento e aplicação de IAs na organização, oferecendo infraestrutura tecnológica robusta para que os avanços sejam frutíferos. 

Essa estratégia resultou em diversos casos de uso bem-sucedidos, desde a detecção de problemas cardíacos por meio de ECGs até a previsão de disponibilidade de leitos em unidades de terapia intensiva. Em janeiro, a instituição lançou a Mayo Clinic Digital Pathology, uma IA generativa própria, treinada com 1,2 milhão de lâminas de patologia, capaz de revolucionar a especialidade e acelerar os avanços médicos. Outra IA própria orientada por hipóteses foi criada para investigar causas complexas de doenças, sobretudo para o combate ao câncer. 


Johns Hopkins: IA generativa em pesquisa e capacitação

Localizado em Baltimore, Maryland, o Johns Hopkins Medicine é um tradicional espaço de pesquisa, responsável por importantes descobertas médicas e também pela busca constante por inovações. A instituição tem se destacado pelo emprego estratégico de inteligência artificial generativa em iniciativas de capacitação, pesquisa e aplicações práticas por meio do Johns Hopkins Applied Physics Laboratory.

A administração promoveu ampla mobilização interna com a série “Level Up!”, voltada ao treinamento de colaboradores no uso seguro e ético da IA generativa na medicina, alcançando centenas de participantes e estimulando o acesso a modelos de linguagem em ambiente protegido.

No campo da pesquisa, o Intelligent Systems Center permite adaptar modelos generativos a domínios específicos, desenvolver sistemas de IA compostos e simular o comportamento humano por meio de gêmeos digitais. Parte desses esforços acontece no GenAISys Lab, infraestrutura dedicada exclusivamente ao avanço da IA generativa. 

Um resultado prático das iniciativas é o desenvolvimento da capacidade de Generative Wargaming, que une IA e simulação para acelerar decisões estratégicas em cenários complexos. Com essa abordagem integrada, o Johns Hopkins tem transformado o potencial da IA generativa em soluções concretas para desafios da ciência e da saúde.


Albert Einstein: IA aplicada à medicina personalizada

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é referência em tecnologia médica e gestão hospitalar na América Latina, inovando no caminho da medicina personalizada. Os gestores promoveram avanços notáveis no uso de inteligência artificial generativa para aprimorar atendimento clínico, o que inclui uma plataforma integrando dados do paciente de múltiplos sistemas – histórico de pronto-atendimento, exames e consultas – para gerar rapidamente um relatório analítico completo para o médico

Além disso, o hospital lançou o projeto assistencial Watcher, que emprega algoritmos e inteligência artificial para identificar precocemente sinais de agravamento clínico em pacientes internados. A meta é ambiciosa: reduzir em 50% as transferências tardias para Unidades de Cuidados Graves (como UTIs). Essa iniciativa se apoia em uma estrutura consolidada, a Central de Monitoramento Assistencial, que avalia dados em tempo real, com apoio de equipes multiprofissionais, e já resultou em expressiva redução de eventos adversos e danos graves no centro cirúrgico. 


Mount Sinai: inteligência artificial aplicada à saúde infantil

O Mount Sinai Hospital, na cidade de Nova York, é uma renomada instituição que alia pesquisa e ensino médico à inovação em cuidados complexos. Exemplo disso é a criação do Center for Artificial Intelligence in Children’s Health, primeira experiência nos Estados Unidos de recursos inteligentes dedicados exclusivamente à saúde infantil. 

O centro tenta superar obstáculos que mantiveram a pediatria à margem da revolução da IA, como restrições de privacidade, questões regulatórias e infraestrutura de dados. Para isso, os gestores desenvolveram soluções próprias e adotaram IAs existentes de maneira integrada, com foco na segurança dos cuidados médicos.

A iniciativa inclui a criação do Children’s Health Data Hub, para a integração de dados multimodais dos pacientes, e a realização de ensaios clínicos destinados a aprimorar diagnósticos, modelagem preditiva e monitoramento em tempo real em hospitais, entre eles o Kravis Children’s Hospital.


Cleveland Clinic: IA em codificação médica e atendimento

A Cleveland Clinic, em Cleveland, Ohio, é referência global em cardiologia e cirurgias de alta complexidade, sendo importante promotora de inovação médica, expandindo o uso de inteligência artificial generativa em diversas frentes. No âmbito administrativo, a instituição adotou uma ferramenta de IA focada no revenue cycle hospitalar, reduzindo o tempo e aumentando a precisão do trabalho de codificação médica e documentação clínica.

No atendimento clínico, o hospital utiliza um sistema de IA ambiental que transcreve e estrutura automaticamente conversas entre médico e paciente. Em escala global, a organização fechou uma parceria com a Oracle Health e a G42 para desenvolver uma plataforma internacional baseada em IA, voltada para personalização de cuidados, prevenção de doenças e transformação digital da saúde.


Assistance Publique – Hôpitaux de Paris: IA na patologia e análise de imagens

Maior centro hospitalar da Europa, referência em ensino, pesquisa e atendimento, a Assistance Publique – Hôpitaux de Paris (AP-HP) tem se destacado na aplicação de IA generativa para aprimorar o diagnóstico e a pesquisa clínica. Em colaboração com a startup Owkin, desenvolveu um algoritmo capaz de prever subtipos genômicos de câncer de pâncreas a partir de lâminas histológicas, com uso tanto na rotina clínica quanto em ensaios clínicos.

Outro avanço é a parceria com a Aiforia Technologies para aplicar soluções de IA assistida na análise de imagens patológicas. Inicialmente, a ferramenta foi usada em biópsias de próstata nos hospitais de Bicêtre e Saint‑Louis, como primeiro passo de uma expansão da tecnologia a todos os departamentos de patologia da instituição.


Exemplos de IA em hospitais de referência

Mayo Clinic (EUA) – utiliza IA para prever disponibilidade de leitos, detectar problemas cardíacos em ECGs e avançar na patologia digital com modelo treinado em 1,2 milhão de lâminas.

Johns Hopkins (EUA) – aplica IA generativa em pesquisa e capacitação, com iniciativas como Generative Wargaming e gêmeos digitais no Intelligent Systems Center.

Hospital Albert Einstein (Brasil) – emprega IA para integrar dados clínicos em relatórios completos e para monitorar pacientes via projeto Watcher, reduzindo transferências tardias para UTI.

Mount Sinai (EUA) – criou o Center for Artificial Intelligence in Children’s Health, com soluções voltadas à saúde infantil e integração de dados no Children’s Health Data Hub.

Cleveland Clinic (EUA) – adota IA generativa no revenue cycle hospitalar, usa assistente ambiental que transcreve consultas médicas e lidera parcerias globais para personalização de cuidados.

AP-HP Paris (França) – aplica IA para prever subtipos genômicos de câncer de pâncreas e na análise automatizada de imagens patológicas em hospitais de referência.


Cinco passos para planejar a adoção de IA no seu hospital

1. Mapeie necessidades antes de escolher tecnologias
Levante os principais desafios do consultório, da clínica ou do hospital – como fluxo de pacientes, custos administrativos ou precisão diagnóstica – e priorize áreas onde a IA pode gerar impacto mensurável.


2. Invista em capacitação e cultura digital
Promova treinamentos para equipes médicas, administrativas e de TI. O sucesso da IA depende de profissionais preparados para usar e interpretar as ferramentas com segurança.


3. Construa parcerias estratégicas
Aproxime-se de universidades, healthtechs e fornecedores especializados. Essas parcerias aceleram a implementação e reduzem custos de desenvolvimento interno.


4. Garanta governança, segurança e ética em dados
Estabeleça políticas claras de privacidade, conformidade regulatória e uso ético da IA. Dados confiáveis e protegidos são a base de qualquer aplicação robusta.


5. Comece com projetos-piloto escaláveis
Teste a IA em projetos controlados e, a partir dos resultados, expanda para outras áreas de atendimento e gestão.


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