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4 erros ao usar IA na consulta médica (e como evitá-los!)

A inteligência artificial já é realidade no consultório e tem aliviado a rotina médica com soluções que organizam dados, geram documentos e apoiam decisões clínicas. Ao automatizar processos repetitivos e apoiar o raciocínio clínico, soluções com IA aliviam a carga administrativa e devolvem ao profissional o tempo necessário para ouvir o paciente com atenção, compreender suas queixas com profundidade e tomar decisões clínicas bem fundamentadas. 

Esse ecossistema de soluções inteligentes para apoiar as consultas inclui ferramentas de triagem e pré-atendimento, scribes que registram a conversa entre médico e paciente e geram automaticamente anamneses e outros documentos clínicos estruturados, além de IAs que oferecem insights, ampliam a reflexão e garantem decisões médicas baseadas em evidências científicas atualizadas.

Não há dúvidas de que a incorporação de IA no consultório oferece múltiplos benefícios. No entanto, o uso dessas novas ferramentas inteligentes exige atenção dos profissionais de saúde, pois, se aplicada de maneira inadequada, a tecnologia oferece riscos e pode gerar uma série de problemas.

O blog da Voa destaca quatro erros comuns no uso de IA durante a consulta, mostrando caminhos práticos para evitar problemas e contar com o melhor das tecnologias. 


Erro 1: não escolher uma ferramenta de IA especializada

Adotar ChatGPT, Gemini e outras ferramentas genéricas de IA, que não foram treinadas especificamente para o contexto da saúde ou da prática médica brasileira, traz uma série de riscos para o cuidado. Um conjunto robusto de estudos mostra que grandes modelos de linguagem podem operar com informações desatualizadas, oferecer respostas erradas e reproduzir vieses. Para evitar esses problemas, é fundamental adotar soluções com IA desenvolvidas para uso clínico, treinadas e abastecidas com fontes confiáveis, contando com atualização constante e validação por profissionais de saúde.

  • Resumo: Ferramentas genéricas de IA podem gerar vieses, erros e recomendações inadequadas à prática médica brasileira.


Erro 2: não revisar conteúdos gerados e organizados por IA

A confiança excessiva nas respostas da IA é outro risco bem documentado na literatura científica. Sistemas inteligentes podem produzir erros plausíveis, omissões relevantes e interpretações equivocadas, então é indispensável uma boa supervisão humana. As IAs devem atuar como ferramentas de apoio à decisão, ampliando a capacidade de reflexão clínica do médico, sem jamais substituir o julgamento profissional. A responsabilidade final pela conduta no atendimento, com ou sem IA, permanece sempre com o médico.

  • Resumo: A IA apoia o raciocínio clínico, mas nunca substitui a avaliação, o exame físico e a decisão médica.


Erro 3: inserir dados incompletos ou mal contextualizados

A qualidade do serviço da IA está diretamente relacionada à qualidade das informações fornecidas pelos usuários humanos. Pesquisas sobre o uso de ferramentas inteligentes na medicina mostram que prompts vagos, dados clínicos fragmentados e ausência de informações importantes como comorbidades, uso contínuo de medicamentos, histórico familiar ou fatores sociais aumentam significativamente o risco de prontuários falhos ou respostas genéricas ou imprecisas em chatbots. Para não limitar o valor clínico da IA e gerar recomendações pouco úteis ao médico, é essencial fornecer dados estruturados, contextualizados e clinicamente relevantes, respeitando sempre limites éticos e legais.

  • Resumo: Informações clínicas fragmentadas reduzem a precisão da IA e limitam seu valor no cuidado ao paciente.


Erro 4: ignorar questões de segurança, ética e proteção de dados

Questões de segurança, ética e proteção de dados são centrais no uso da IA em saúde. Debates e diretrizes produzidas internacionalmente destacam a importância de garantir confidencialidade, transparência e rastreabilidade no uso das novas tecnologias. Inserir dados sensíveis em plataformas que não seguem padrões robustos de segurança pode violar legislações como a LGPD e comprometer a confiança do paciente. Além disso, é fundamental compreender como a ferramenta utiliza, armazena e processa informações clínicas. Escolher soluções seguras, com políticas claras de privacidade e governança, é um passo indispensável para o uso responsável da IA no consultório.

  • Resumo: O uso inadequado de IA pode comprometer a confidencialidade dos dados e a confiança do paciente.


Voa é escolha eficaz, confiável e segura para apoiar a consulta

A IA da Voa Health é a melhor solução de transcrição de consultas médicas no Brasil. A ferramenta foi desenvolvida com foco total na prática clínica brasileira, operando 100% em português para captar nuances do vocabulário médico nacional. O assistente de IA para clínicas e consultórios ouve, processa e registra a consulta enquanto ela acontece, gerando anamneses, evoluções e outros documentos clínicos estruturados com precisão. 

A Voa conta ainda com o Charcot, um chat inteligente integrado à plataforma, capaz de oferecer insights em tempo real durante o atendimento, a partir de um vasto e criterioso banco de publicações científicas. É uma IA bem treinada, que funciona como copiloto da consulta, permitindo ao médico ampliar a reflexão clínica, tomar decisões mais seguras e reduzir a sobrecarga no dia a dia, possibilitando ainda uma série de usos criativos.


Boas práticas: o que médicos precisam saber sobre IA no consultório

A incorporação da inteligência artificial no consultório representa um avanço importante para a prática médica, ao reduzir a sobrecarga operacional e apoiar o raciocínio clínico. No entanto, para que essas tecnologias realmente contribuam para a qualidade do cuidado e a segurança do paciente, seu uso precisa ser criterioso, responsável e alinhado às boas práticas clínicas, éticas e legais.


Os 4 erros mais comuns:
  • Não escolher uma ferramenta de IA especializada e bem treinada, adequada ao contexto da saúde e da prática médica brasileira
  • Não revisar os conteúdos gerados pela IA, delegando decisões clínicas sem a devida supervisão humana
  • Inserir dados incompletos ou mal contextualizados, o que compromete a precisão e o valor clínico das respostas
  • Ignorar questões de segurança, ética e proteção de dados, colocando em risco a confidencialidade das informações e a confiança do paciente


Quer aplicar IA com segurança e eficiência no consultório? Teste a Voa Health e veja como a documentação inteligente e o apoio ao raciocínio clínico transformam seu atendimento.

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