Tempo escasso, excesso de tarefas administrativas e a sensação constante de não conseguir escutar o paciente como se gostaria. Essa é a realidade de muitos médicos hoje. Mas com o apoio da inteligência artificial, esse cenário começa a mudar. A automação de tarefas burocráticas e o uso de IA em consultas estão trazendo de volta o que parecia ter se perdido na rotina dos profissionais: escuta médica atenta para um cuidado mais humanizado.
O que muda na prática com o uso de IA na escuta médica
Na rotina clínica, o uso da inteligência artificial impacta diretamente a forma como os médicos conduzem suas consultas e organizam o cuidado. Entre os principais efeitos estão:
- Redução do tempo gasto com tarefas administrativas
- Mais atenção dedicada à escuta do paciente
- Registros clínicos mais completos e estruturados
- Melhor continuidade do cuidado ao longo do tempo
A Voa Health, criadora de uma plataforma baseada em IAs que vai além da transcrição da consulta, apoiando médicos na documentação, raciocínio clínico, acompanhamento de pacientes e estudo de casos, compartilha três grandes lições sobre o futuro da escuta médica.
1. A tecnologia pode apoiar o médico, nunca substituí-lo
Com a IA, os médicos passaram a ter mais tempo para ouvir o paciente. Plataformas como a da Voa já demonstram como a tecnologia pode reduzir em até 80% o tempo gasto com tarefas administrativas.
“A conexão entre médico e paciente é o ponto de partida de qualquer cuidado de qualidade, e a tecnologia deve servir para ampliá-la, não para extingui-la”, afirma Fillipe Loures, cofundador da Voa. “Quando o médico pode se concentrar na conversa e não no teclado, quem ganha é o paciente.”
2. Eficiência e empatia precisam coexistir
A eficiência operacional é fundamental no setor de saúde. Ainda assim, profissionais e gestores reconhecem que o atendimento empático continua sendo o principal fator para aumentar a adesão do paciente ao tratamento.
A combinação de riqueza de dados, inteligência artificial e olhar humanizado tem se mostrado o melhor caminho para unir produtividade e acolhimento no cuidado ao paciente.
De acordo com a 28ª CEO Survey da PwC, 58% dos executivos do setor de saúde no Brasil afirmam que a IA generativa já trouxe ganhos de eficiência no uso do tempo das equipes. Para Fillipe Loures, no entanto, eficiência por si só não basta:
“O verdadeiro avanço acontece quando a tecnologia libera o médico para escutar melhor o paciente. É isso que eleva a qualidade do atendimento, fortalece a confiança e aumenta a adesão ao plano terapêutico.”
3. A escuta médica é também uma fonte de dados estratégicos
A escuta atenta vai além do vínculo entre médico e paciente: é uma ferramenta de inteligência clínica. Tecnologias que registram as consultas de forma automatizada e em conformidade com a LGPD estão transformando em insights valiosos dados que antes se perdiam, enriquecendo prontuários e fortalecendo ações de prevenção e diagnóstico.
“Ainda assim, apenas 17% dos médicos e 16% dos enfermeiros no Brasil utilizam essas ferramentas de IA generativa em suas rotinas de trabalho, o que deixa claro que o caminho entre o potencial da tecnologia e sua plena incorporação na prática clínica ainda está em construção”, afirma Loures.
Como a escuta clínica se transforma em dados estratégicos
Quando apoiada por tecnologia, a escuta médica deixa de ser apenas relacional e passa a exercer um papel central na inteligência clínica. Esse processo permite:
- Registrar informações relevantes que antes se perdiam na consulta
- Transformar conversas em dados clínicos acionáveis
- Apoiar decisões médicas mais precisas e contextualizadas
- Fortalecer estratégias de prevenção, diagnóstico e acompanhamento
Com IA da Voa Health, médicos ouvem mais e digitam menos
A Voa oferece um assistente de inteligência artificial que ouve, processa e documenta a conversa entre médico e paciente, gerando anamnese e documentos clínicos estruturados, integrados ao fluxo real de trabalho.
O serviço inclui também o Charcot, um chat inteligente que fornece insights clínicos em tempo real com base em publicações científicas confiáveis, ampliando o raciocínio clínico e apoiando a tomada de decisão no consultório.
Presente em consultórios, clínicas e hospitais pelo Brasil, a plataforma da Voa já é usada por mais de 60 mil profissionais da saúde, tendo ultrapassado a marca de 1 milhão de consultas médicas realizadas com apoio de sua inteligência artificial clínica. Isso representa 1 milhão de momentos em que médicos puderam ouvir mais e digitar menos — um marco concreto na missão da empresa de transformar o cuidado com tecnologia centrada na experiência do profissional de saúde.
Veja como a IA da Voa funciona na prática.
Experimente escutar mais e digitar menos no seu consultório.
IA na medicina: três lições sobre o futuro da escuta médica e do cuidado humanizado